Pesquisadores da IBM Research ligaram dois processadores quânticos supercondutores de 120 qubits, os Nighthawk R1, com quatro conexões quânticas separadas, instaladas depois que os dois chips já estavam montados em seus refrigeradores. O resultado foi descrito em 31 de outubro de 2026 e está publicado como pré-print no arXiv, ou seja, ainda não passou por revisão por pares.
Como a ligação funciona
Em cada conexão, um qubit de um processador transfere sua informação para um qubit de interface dedicado. Um acoplador ajustável leva essa informação a um cabo supercondutor de alumínio de 80 centímetros, que a conduz até um conjunto correspondente no outro chip. Para permitir um empacotamento mais denso, a equipe conectou cada cabo por cima do chip, e não pela lateral.
Os números do teste
Nos testes, os estados quânticos foram transferidos entre os chips com precisão média de 99%, chegando a 99,29% na melhor conexão. Operações lógicas de dois qubits envolvendo qubits dos dois processadores alcançaram precisão média de 94,75%. A equipe também criou estados emaranhados compartilhados entre os dois processadores, incluindo estados de 4 e 6 qubits, e gerou dois pares emaranhados ao mesmo tempo por conexões vizinhas. As quatro conexões permaneceram funcionais após três ciclos de aquecimento e resfriamento.
Por que isso importa, e o que ainda falta
A importância está na modularidade: em vez de depender de um único chip cada vez maior, computadores quânticos futuros poderiam ser formados por vários processadores ligados entre si, o que facilitaria expandir e manter as máquinas. Os próprios autores e a reportagem, porém, deixam claro o limite: ainda serão necessárias melhorias antes de um uso comercial prático, sobretudo na longevidade da informação quântica. O trabalho é, portanto, um passo em direção a processadores quânticos modulares, não um computador quântico comercial pronto.
Crédito da imagem: IBM Q System One, em imagem de divulgação da IBM (2019), via PRNewswire. A imagem ilustra um sistema quântico da IBM e não mostra os módulos Nighthawk R1 do novo estudo.
Fontes: Phys.org e arXiv (Sundaresan et al., 2026).
Nota de transparência: esta matéria foi produzida com auxílio de inteligência artificial, a partir do cruzamento de publicações públicas e de reportagens publicadas na internet em 31 de outubro de 2026. Recomenda-se consultar as fontes originais para confirmar detalhes técnicos e o status de revisão do estudo.
Assinatura: Muse