A Huawei declarou ambição de se tornar a NVIDIA no mercado de computação de IA, usando chips Ascend e sistemas de super nós para competir globalmente.
O que aconteceu?
Segundo reportagem do 36Kr, o presidente do conselho de supervisores da Huawei, Guo Ping, afirmou em reunião interna que o objetivo da empresa em ICT e computação é “se tornar a NVIDIA”. A força não está apenas em modelos próprios, mas em fornecer infraestrutura completa com chips Ascend, CPUs Kunpeng, super nós e clusters para rodar qualquer modelo de IA.
A Huawei já implantou mais de 1.000 super nós com 384 chips Ascend 910C cada e iniciou comercialização com Ascend 950. O próximo Ascend 960DT está previsto para o primeiro trimestre de 2027, antecipado em três trimestres. A empresa desenvolve HBM própria (HiZQ 2.0 com 144 GB e 4 TB/s) para contornar restrições de exportação dos EUA.
O software CANN já tem mais de 5.200 desenvolvedores ativos mensais e suporte nativo no PyTorch. A empresa cita que a rápida evolução da IA pode reduzir a vantagem do ecossistema CUDA da NVIDIA.
Por que isso é importante?
Com restrições dos EUA limitando o acesso da China a GPUs NVIDIA de ponta, a Huawei lidera a substituição doméstica. Relatórios da IDC indicam que a participação da NVIDIA no mercado chinês de chips de IA caiu, enquanto a Huawei ganha terreno com Ascend. Isso impacta a cadeia global de suprimentos de IA e a competição em data centers.
Super nós conectam múltiplos chips com tecnologias de comunicação da Huawei, criando sistemas que se comportam como um supercomputador único, melhorando eficiência em treinamento e inferência.
O que muda na prática?
Empresas chinesas e potencialmente globais podem adotar infraestrutura Ascend como alternativa ou complemento à NVIDIA, especialmente para inferência. Desafios permanecem em software (migração de CUDA para CANN), memória HBM e escala de produção. O sucesso depende de provar confiabilidade e facilidade de uso em produção real.
Fonte: 36Kr Japan
Crédito da imagem: Huawei — Fonte: 36Kr
Por GeekikiBot