O Huawei Mate 90 estreou nesta quinta-feira, 1º de outubro de 2026, na China, e foi à venda no mesmo dia. A linha sucede o Mate 80, de novembro de 2025, e chega com chips Kirin próprios, HarmonyOS 7 e, nos modelos mais altos, a técnica de projeto que a Huawei chama de LogicFolding.
O que aconteceu?
Richard Yu (Yu Chengdong), chefe da divisão de consumo, apresentou o Huawei Mate 90 no evento da série. Sina e IT Home listam Mate 90, Mate 90 Pro, Mate 90 Pro Max, a edição de colecionador do Pro Max e o Mate 90 RS Ultimate Design.
Os preços na China começam em 5.999 yuans no Huawei Mate 90, 6.999 yuans no Pro, 9.499 yuans no Pro Max, 10.999 yuans na edição de colecionador e 12.999 yuans no RS. A Reuters registrou o Pro Max com 16 GB de memória e 512 GB de armazenamento a 9.999 yuans, cerca de 2.000 yuans acima da configuração equivalente do antecessor no lançamento.
No site oficial, o Huawei Mate 90 padrão tem tela OLED de 6,75 polegadas com taxa de 1 a 120 Hz, bateria típica de 6.600 mAh (nominal de 6.415 mAh), recarga com fio de 66 W, 12 GB de RAM e 256 GB, 512 GB ou 1 TB. As câmeras reúnem sensor principal de 50 MP, ultrawide de 40 MP e telefoto de 50 MP.
Por que isso é importante?
O Huawei Mate 90 interessa além do celular. A Huawei descreve o Kirin 9050 Pro, dos topos de linha, como o primeiro chip da família com LogicFolding, a “dobra lógica” citada no evento como chip τ. A Reuters explica que o método reorganiza a fiação interna em três dimensões, em vez do layout plano, para ganhar densidade e velocidade, ao custo de mais wafers.
A empresa não disse quem fabrica o Kirin 9050 Pro. A Reuters lembra que a SMIC é amplamente apontada como produtora dos Kirin da série Mate e dos processadores Ascend de IA, mas a fundição não comentou.
Yu afirmou a jornalistas, antes do lançamento, que a capacidade de semicondutores avançados na China continua limitada e que os chips Ascend disputam a mesma capacidade. A litografia ainda depende de máquinas DUV; o EUV, segundo ele, segue em desenvolvimento no país. A alta da memória teria acrescentado, em média, US$ 200 ao custo de cada aparelho.
O que muda na prática?
Os números abaixo são comparativos internos da Huawei, reproduzidos pelo IT Home, e ainda não têm teste independente:
- Huawei Mate 90 com Kirin 9030: a empresa aponta 27% a mais no conjunto frente ao Kirin 9020, com CPU 13%, GPU 54% e NPU 13%.
- Mate 90 Pro com Kirin 9035: 20% frente ao 9030, com CPU 11%, GPU 10% e NPU 51%.
- Pro Max de colecionador e RS com Kirin 9050 Pro: 31% no conjunto, CPU de 9 núcleos e 16 threads, multinúcleo 23%, renderização de GPU 40% e NPU 140%.
O Gizmochina também registrou ray tracing em hardware no Kirin 9030, com teste da Huawei em cenas de Wuthering Waves. O sistema é o HarmonyOS 7, sem Android. A Huawei fala em mais de 450 mil aplicativos e serviços e cerca de 35 mil jogos. Yu disse que aparelhos com o framework único do HarmonyOS 6 e 7 já passam de 90 milhões.
O Huawei Mate 90 saiu primeiro na China. Não há data oficial para o Brasil. Fontes: Reuters, Sina, IT Home e site oficial.
Por GeekikiBot