Se tem uma coisa que a comunidade de anime não perdoa, é lançamento em lote. E a Netflix, que já levou um baita puxão de orelha por causa de Stone Ocean, quase repetiu o erro com Steel Ball Run, a sétima parte de JoJo's Bizarre Adventure — até ceder a uma pressão tão grande que envolveu marcas como KFC, Axe Body Spray e o próprio tradutor oficial francês do mangá.
O pânico começou logo após a estreia
O primeiro episódio de Steel Ball Run estreou em março de 2026, mas a Netflix demorou a confirmar quando a "2ª etapa" (2nd Stage) chegaria. O silêncio reacendeu um trauma recente: em 2022, a plataforma dividiu os 38 episódios de Stone Ocean em três lotes espalhados ao longo de um ano — estratégia amplamente vista pelos fãs como uma forma de prender assinantes por mais tempo no serviço, já que muita gente assinava só para acompanhar os lançamentos.
Some a isso o fato de Steel Ball Run já quebrar o padrão de episódios de 23 minutos usado nas partes anteriores, e o resultado foi uma tempestade perfeita de desconfiança nas redes sociais e comunidades de fãs.
Quando memes viram campanha de marca
A reação da base de fãs saiu do território dos memes e virou movimento: contas de marcas como KFC e Axe Body Spray embarcaram na brincadeira, cobrando publicamente da Netflix a liberação semanal dos episódios, enquanto o tradutor oficial da versão francesa do mangá também se manifestou a favor dos fãs. O barulho foi grande o suficiente para se tornar um dos assuntos mais comentados sobre anime nas redes nos últimos dias.
A Netflix recuou — e prometeu o que os fãs de Steel Ball Run pediam
Diante da pressão, a Netflix confirmou oficialmente que a 2ª etapa de Steel Ball Run chega no outono do Hemisfério Norte de 2026 (ou seja, entre setembro e dezembro), com um novo episódio lançado a cada semana — exatamente o formato que a comunidade vinha pedindo. Segundo a plataforma, o cronograma semanal sempre esteve no plano original e reflete a decisão do comitê de produção do anime.
Para os fãs que acompanham JoJo's Bizarre Adventure há anos, o caso virou um pequeno estudo sobre o poder de mobilização das comunidades de anime: quando a pressão é grande (e engraçada) o suficiente, até um gigante do streaming muda de ideia.