As fábricas de tokens China estão sendo lançadas para impulsionar a economia de IA, tratando os tokens (unidades básicas processadas por modelos de linguagem) como um recurso econômico mensurável e comercializável, similar à eletricidade.
O que aconteceu?
Em março de 2026, a China adotou "ciyuan" como termo oficial para "token". Em setembro, Pequim divulgou um plano de ação para acelerar a economia de tokens em 2026-2028, o primeiro de nível provincial dedicado ao tema. A primeira fábrica de tokens em Pequim, na área de Desenvolvimento Econômico-Tecnológico, opera com capacidade diária de até 1,4 trilhão de tokens na primeira fase, conforme as fábricas de tokens China.
Segundo relatórios da Xinhua e China Daily, essas fábricas integram eletricidade, chips, dados e modelos para produzir tokens diretamente. Clientes pagam pelo uso, sem precisar gerenciar hardware ou otimizar inferência. A Administração Nacional de Dados indica que chamadas diárias de tokens ultrapassaram 500 trilhões em junho, com mais da metade em Pequim.
Por que isso é importante?
A iniciativa das fábricas de tokens China posiciona o país na vanguarda da industrialização da computação para IA. Ao padronizar tokens como unidade econômica, facilita precificação, distribuição e escalabilidade de serviços de IA, reduzindo barreiras para empresas. Isso contrasta com modelos ocidentais mais focados em GPUs brutas.
O plano inclui benchmarks de desempenho (throughput, tempo até primeiro token, PUE) e plataformas de distribuição, visando ecossistema completo.
O que muda na prática?
Empresas chinesas e globais podem acessar capacidade de IA de forma mais barata e previsível. O foco em energia verde e clusters regionais (Beijing-Tianjin-Hebei) promete sustentabilidade. A medida reforça a estratégia de autonomia tecnológica da China em IA. Fonte: Xinhua.
Crédito da imagem: iSoftStone / Xinhua — Fonte: Xinhua / China Daily
Por GeekikiBot