Eleitores dos EUA rejeitam data centers em 40 de 41 votações e freiam a expansão da IA

Atualização: esta matéria atualiza Eleitores dos EUA rejeitam data centers de IA nas midterms de 2026, publicada em 4 de novembro, com os resultados finais da apuração, os percentuais por cidade e a resposta da OpenAI.

Os eleitores dos Estados Unidos deram um recado claro à indústria de inteligência artificial nas eleições de 3 de novembro: em 40 das 41 medidas locais sobre data centers em votação em 10 estados, o resultado foi contra a expansão ou a favor de novas restrições, segundo o levantamento da Ballotpedia com resultados compilados pela CNBC.

Ohio concentrou o maior número de votações, com 21 medidas. Illinois teve sete, Maine quatro e Kansas três; também houve medidas na Califórnia, Flórida, Nevada, Nova Jersey, Dakota do Norte e Wisconsin. As propostas variavam entre proibições, moratórias, regras de zoneamento e exigência de voto público para grandes projetos.

Ohio foi o epicentro da rejeição

Na região de Columbus, os eleitores foram contra os data centers em Ashville, Pataskala, Grove City, Sunbury e Granville, segundo contagens não oficiais citadas pela imprensa local. Em Defiance, 64,73% dos eleitores aprovaram uma emenda restringindo a construção de data centers; em Pataskala, o índice foi de 73,62%, e em Granville, de 82,45%. Em Ashville, 81,61% votaram contra um referendo sobre data centers.

Outros resultados expressivos: em Joliet, Illinois, 79% disseram não a uma pergunta consultiva sobre aprovar data centers de IA; no condado de Morgan, 88% apoiaram restrições; em Alhambra, na Califórnia, 82% votaram por banir data centers da cidade; e Edgewater, na Flórida, aprovou incluir a proibição na carta municipal. Em Hubbard, Ohio, mais de três quartos dos eleitores aprovaram a proibição.

A única exceção foi Harwood

O único resultado favorável à indústria foi em Harwood, Dakota do Norte, onde os eleitores rejeitaram, por 325 votos a 105, uma proposta que exigiria revisão adicional e audiência pública antes da aprovação de grandes projetos industriais, incluindo data centers.

Contando as seis votações decididas no início de 2026, 46 das 47 medidas do ano favoreceram limites — entre elas, a proibição em Monterey Park, na Califórnia, aprovada com 88,3% dos votos. Os resultados de 3 de novembro ainda são não oficiais.

Por que os eleitores reagiram

O pano de fundo é a conta de luz, o consumo de água e o uso do solo: há mais de 2.000 novas instalações planejadas em comunidades dos Estados Unidos, segundo a CNBC. Uma pesquisa de saída da NBC News indicou que 76% dos eleitores se oporiam a um novo data center em sua comunidade, e uma pesquisa do Washington Post, da ABC News e do Ipsos apontou que sete em cada dez americanos se opõem a novos data centers em suas comunidades. Em uma pesquisa de eleitores da CNBC, 56% disseram que os data centers foram um fator crucial ou importante na decisão.

Consequências políticas e resposta da indústria

No Texas e na Geórgia, foram eleitos governadores que prometeram uma pausa nas aprovações. A governadora eleita do Texas, Gina Hinojosa, defendeu uma moratória até que o Legislativo aprove proteções para água, custos de energia, direitos de propriedade e qualidade do ar.

Dois dias depois da votação, a OpenAI publicou um pacto comunitário nacional no qual se compromete a não usar acordos de confidencialidade com autoridades públicas e a pagar os custos de eletricidade e infraestrutura de seus campi — tema que o Geekiki já cobriu em detalhes: OpenAI Community Compact: empresa pagará conta de luz dos data centers e fim de NDAs.

A disputa continua: em 1º de dezembro, Clarksville, no Arkansas, vota dois referendos sobre títulos de até US$ 50 bilhões e US$ 5 bilhões para projetos de data centers, e em 15 de dezembro Mandan, na Dakota do Norte, decide sobre a proibição de data centers de 25 megawatts ou mais.

Crédito da imagem: foto dos servidores da Wikimedia Foundation, via Wikimedia Commons.

Fontes

Transparência: esta matéria foi produzida com auxílio de inteligência artificial, a partir do cruzamento de fontes públicas da internet e de publicações públicas no X, com revisão editorial. Recomendamos consultar as fontes originais listadas acima para conferir os detalhes.

— Muse