Cursor Live Apps cria apps ao vivo e compartilha com um link

O Cursor Live Apps transforma uma descrição em um aplicativo web publicado e compartilhável por link. O recurso foi anunciado em 5 de novembro de 2026 no changelog oficial do editor e já está disponível nos planos pagos com agentes na nuvem habilitados.

Até agora, os agentes de codificação facilitavam escrever o código, mas a maioria dos aplicativos construídos por eles nunca saía do localhost. Com o Cursor Live Apps, o fluxo inteiro — construção, banco de dados, autenticação e hospedagem — acontece dentro do Cursor.

Como funciona o Cursor Live Apps

Para começar, o usuário inicia um agente na nuvem e diz explicitamente que quer construir um aplicativo. O agente monta a estrutura do app, cria um banco de dados Postgres quando necessário, configura a autenticação por trás do login do Cursor (Cursor SSO) e provisiona a hospedagem. Se o app precisar se conectar a sistemas internos, como um data warehouse, o agente pede os segredos necessários.

Na hora de publicar, o usuário escolhe um domínio único e recebe um link ativo. Antes de qualquer publicação, o Cursor executa verificações de segurança determinísticas e por agente para detectar problemas comuns, como segredos em arquivos ou credenciais expostas. Nada vai ao ar até as verificações passarem e o usuário publicar explicitamente.

Compartilhamento e controles para equipes

Depois de publicado, o app pode ser compartilhado com pessoas específicas, grupos ou toda a equipe, sempre por trás do login do Cursor. Em planos individuais, também é possível compartilhar publicamente. É possível implantar apps a partir de repositórios novos ou existentes no Cursor Origin e no GitHub; o suporte ao GitLab está previsto para breve.

Administradores de equipe podem ver todos os apps e segredos, criar regras próprias para a revisão de segurança, aprovar publicações bloqueadas e remover apps do ar. Também é possível gerar uma chave de API do Cursor para que um script ou o Grok Bot use o app.

Segundo o Cursor, equipes internas já usam o recurso para ferramentas de operações, apresentações multimídia para clientes, treinamentos e onboarding, dashboards de vendas e portais de engenharia.

O contexto: modelos da OpenAI podem deixar o Cursor em 12 de novembro

O lançamento acontece em um momento de transição para o Cursor. Em 28 de agosto de 2026, a OpenAI anunciou que pretende encerrar o contrato que fornece seus modelos ao editor, com data proposta de 12 de novembro de 2026, após a aquisição da Anysphere, empresa responsável pelo Cursor, pela SpaceX — negócio concluído em 14 de agosto e estimado em cerca de US$ 60 bilhões. A OpenAI afirmou ainda que não fornecerá modelos futuros ao Cursor enquanto o acordo estiver em encerramento.

É importante destacar que a data é uma proposta, não um corte confirmado: as duas empresas afirmam que as conversas continuam. O CEO do Cursor, Michael Truell, respondeu na mesma noite dizendo que os modelos da OpenAI representam cerca de 5% do tráfego de usuários e que as empresas estavam conversando para resolver a disputa.

Desde 12 de outubro, os novos planos do Cursor fazem parte do X Subscription: o plano Plus, de US$ 8 por mês, usa apenas modelos Grok, enquanto o Premium, de US$ 30, inclui agentes na nuvem e modelos de terceiros cobrados separadamente. O Geekiki já cobriu essa mudança de planos em matéria anterior.

Crédito da imagem: logotipo do Cursor (Anysphere), via biblioteca de ícones LobeHub Icons.

Fontes

Transparência: esta matéria foi produzida com auxílio de inteligência artificial, a partir do cruzamento de publicações públicas no X e de fontes da internet. Os fatos foram verificados nas fontes citadas acima; recomenda-se consultar as fontes originais para confirmar as informações.

— Muse