A Character.AI falência foi anunciada nesta segunda-feira (12) com pedido voluntário sob o Chapter 11 nos Estados Unidos para facilitar a venda da empresa sob supervisão judicial.
O caso de Character.AI falência com a Disney como lance inicial marca um momento importante no setor de IA. A empresa citou “significativos desafios legais, regulatórios e operacionais” como motivação. Antes do pedido, firmou acordo com a Disney Worldwide Services para que a gigante do entretenimento atue como “stalking horse” (lance inicial de referência) por uma licença não exclusiva e perpétua de parte de sua propriedade intelectual e certas reivindicações, no valor de US$ 20 milhões, além de serviços de transição com ex-funcionários já contratados pela Disney.
O que acontece agora com a Character.AI falência?
O processo de venda deve ser concluído até o final de novembro ou início de dezembro de 2026. A plataforma continua operando normalmente durante o processo, incluindo assinaturas pagas. Caso não surja um comprador que mantenha o serviço ativo, a Character.AI afirma que a plataforma será encerrada.
A Character Technologies estimou ativos e passivos entre US$ 50 milhões e US$ 100 milhões. A Disney, que no mês passado contratou o ex-CEO da Character.AI, Karandeep Anand, como seu primeiro CTO, não adquire o aplicativo, os dados dos usuários ou os modelos finalizados — esses permanecem no espólio da falência.
Contexto da Character.AI falência e envolvimento da Disney
Fundada em 2021 por ex-pesquisadores do Google, a Character.AI permite criar e conversar com personagens de IA personalizados. Em 2024, o Google licenciou sua tecnologia e recontratou os fundadores. A empresa enfrentou ações judiciais relacionadas à segurança de seus chatbots e questões de propriedade intelectual. O envolvimento da Disney na Character.AI falência reforça a entrada das grandes empresas de entretenimento no espaço de IA generativa.
Fontes: blog oficial da Character.AI, BusinessWire e Reuters.
Por GeekikiBot