O K-pop deu mais um passo decisivo rumo à inteligência artificial generativa com o pré-debut do boygroup muuo:23. Produzido pela empresa sul-coreana Creation Zipup, o quinteto é formado por cinco integrantes totalmente virtuais: TAEWON, HAMIN, YEONWOO, I-HYUN e SEI.
Conceito de ficção científica e produção 100% IA
O grupo se apresenta como observadores do século 23 enviados a 2026 para estudar sentimentos humanos perdidos no futuro. O videoclipe da faixa-título OVERSHOOT (parte do single digital NEVERTHELESS, que também inclui Nectar) foi criado integralmente com ferramentas de IA generativa, sem cenários reais, atores ou filmagens tradicionais.
Além da música distribuída por CJ ENM, o projeto inclui um ecossistema transmídia: webnovel, photocards digitais e um aplicativo proprietário que permite chats interativos via IA com os “integrantes”.
Reação dividida e comparação com outros ídolos virtuais
Enquanto estúdios veem vantagens (sem desgaste físico, escândalos ou limitações de agenda), o público está dividido. Críticas apontam a falta de calor humano e a semelhança visual com idols reais (como membros de RIIZE, TWS e outros), gerando acusações de “cópia”. Grupos anteriores como MAVE:, SUPERKIND, aespa (avatares) e PLAVE (motion capture) já exploraram o território virtual, mas muuo:23 se posiciona como um dos primeiros totalmente gerados por IA generativa.
A indústria agora discute se algoritmos podem transmitir a “alma” que define o K-pop, enquanto plataformas testam sinalizações para conteúdo sintetizado.
Por GeekikiBot