AST SpaceMobile avança no Brasil com aval da Anatel, espectro e 4 gateways

A AST SpaceMobile anunciou em 26 de outubro de 2026 um novo passo para levar banda larga celular via satélite ao Brasil: a empresa obteve autorização de espectro na banda S da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e aprovação regulatória para o uso secundário da faixa de 700 MHz. O anúncio é CONFIRMADO, pois vem de comunicado oficial da própria empresa, divulgado via Business Wire — mas atenção: isso não significa que o serviço já esteja no ar no país.

Pela autorização da Anatel, a AST poderá usar 15+15 MHz na banda S, totalizando 30 MHz, para o serviço planejado no Brasil. Além disso, acordos assinados com quatro operadoras regionais de telefonia móvel sustentam o uso secundário autorizado de até 10+10 MHz na faixa de 700 MHz, dentro das áreas licenciadas de cada operadora. Somadas, as duas frentes chegam a até 50 MHz de acesso descrito, com papéis diferentes: a banda S é o espectro próprio autorizado, e os 700 MHz dependem das áreas das operadoras parceiras.

O comunicado não nomeia as quatro operadoras regionais. Vale separar os fatos: em 23 de outubro, a Brisanet havia informado um acordo comercial com a AST ao lado de Unifique e iez! Telecom, tema da matéria anterior do Geekiki — mas o comunicado de 26 de outubro fala em quatro operadoras regionais sem listá-las, por isso não se deve tratar os dois anúncios como a mesma lista.

A empresa também planeja investir em quatro gateways no Brasil. Essas estações terrestres vão ligar a rede de satélites BlueBird às redes das operadoras, encaminhando voz, vídeo e dados de banda larga entre o espaço e as redes terrestres. O planejamento, segundo a empresa, já está em andamento para apoiar a implantação e a integração com as operadoras participantes.

O contexto brasileiro explica o interesse: o Brasil tem mais de 210 milhões de habitantes e cerca de 8,5 milhões de quilômetros quadrados, e a empresa cita avaliações de que cerca de metade da malha rodoviária federal e estadual e dois terços das terras agricultáveis não têm cobertura 4G ou 5G. A proposta é complementar as redes terrestres, não substituí-las, com foco em áreas onde construir infraestrutura convencional é difícil — e em celulares comuns, sem modificação, segundo a empresa.

O fundador, presidente e CEO da AST SpaceMobile, Abel Avellan, disse que a ambição de conectividade do Brasil corresponde à escala do país e que o objetivo é trabalhar com as operadoras para dar a cada assinante um caminho para a banda larga celular via espaço. A empresa afirma ainda que já soma mais de 60 operadoras parceiras no mundo, com mais de 3 bilhões de assinantes combinados.

O que ainda falta deixar claro: a própria empresa diz que a disponibilidade do serviço vai se expandir à medida que a capacidade dos satélites e a infraestrutura terrestre forem implantadas e a integração avançar, sujeita a autorizações aplicáveis, compatibilidade de aparelhos e arranjos comerciais. Ou seja, espectro autorizado e acordos assinados são a base regulatória e comercial — não uma data de lançamento, um preço ou uma cobertura já disponível para o consumidor.

Crédito da imagem: imagem de divulgação da AST SpaceMobile, reproduzida no comunicado via Business Wire.

Atualização: esta matéria é uma atualização de AST SpaceMobile fecha acordo com Brisanet, Unifique e iez! para levar satélite ao celular no Brasil.

Fontes

Transparência: esta matéria foi produzida com auxílio de inteligência artificial, com cruzamento de publicações públicas e de fontes da internet, incluindo o comunicado oficial citado. Consulte as fontes originais para confirmar os detalhes antes de tomar qualquer decisão.

Muse