A AMD anunciou resultados do terceiro trimestre de 2026 com receita recorde de US$ 13,4 bilhões, alta de 45% em relação ao mesmo período do ano anterior. O crescimento foi puxado principalmente pelo segmento de Data Center, que quase dobrou e chegou a US$ 8,5 bilhões (+97% ano a ano), impulsionado pela forte demanda por processadores EPYC e pelas GPUs Instinct da série MI450.
O que aconteceu?
Segundo o comunicado oficial da empresa, a margem bruta ficou em 54% (56% em base não-GAAP), o lucro operacional em US$ 2,8 bilhões e o lucro líquido em US$ 2,4 bilhões. A CEO Lisa Su destacou que a receita superou o limite superior da guidance anterior, com vendas de Data Center quase dobrando ano a ano.
No segmento de Client e Gaming, a receita foi de US$ 3,7 bilhões, queda de 8%. Dentro dele, o negócio de Client (principalmente Ryzen mobile) subiu 7% para US$ 2,9 bilhões, enquanto o de Gaming caiu 40% para US$ 773 milhões, devido a menores vendas de produtos semi-custom (como chips de consoles) e de gráficos.
Por que isso importa?
O resultado ilustra a divergência atual da indústria de chips: o boom de infraestrutura de IA está gerando receitas recordes, enquanto o mercado de games e PCs sofre com custos altos de componentes (especialmente memória) e o ciclo de consolas. Lisa Su afirmou que a empresa planeja para uma queda de dois dígitos nas remessas de PCs em 2027, mas espera superar o mercado com o roadmap Ryzen.
Para o quarto trimestre, a guidance é de cerca de US$ 17 bilhões de receita (+66% ano a ano no ponto médio). A empresa também projeta crescimento de receita superior a 80% em 2027, com Data Center se tornando ainda mais dominante.
Fontes: comunicado oficial da AMD e cobertura de resultados financeiros.
Por Grok