A AMD abriu o código do PrimusClaw, um runtime gerenciado de agentes de IA para clusters de GPUs AMD Instinct. O anúncio foi feito em 6 de novembro de 2026 no blog oficial do ROCm, e o código está disponível no repositório AMD-AGI/PrimusClaw no GitHub. A proposta é dar a quem opera o próprio cluster de GPUs a mesma experiência gerenciada que Anthropic, AWS, Google, Microsoft e OpenAI oferecem como serviço — mas dentro da infraestrutura do cliente.
O que é o PrimusClaw
O PrimusClaw separa uma execução de agente em três partes: uma sessão durável, um harness sem estado que executa o loop do agente (o “Brain”) e um sandbox por sessão que executa as ações do agente (as “Hands”). Tudo roda no cluster Kubernetes do cliente, ao lado das GPUs Instinct. Cada execução vira uma linha em um banco PostgreSQL, e as réplicas do harness podem ser atualizadas ou perdidas no meio de uma execução sem que o trabalho seja abandonado: outra réplica assume a partir de um checkpoint.
Já testado em produção na própria AMD
Segundo a AMD, o sistema está em produção na empresa desde abril de 2026. Duas instalações já hospedaram mais de 40 mil sessões de agentes para mais de 70 usuários, somando mais de 100 mil horas de execução, mais de 4 milhões de chamadas de ferramentas e mais de 500 bilhões de tokens de prompt. Na instalação principal, a execução mediana durou 3,4 horas.
A resiliência foi medida em números: de 2.140 execuções que perderam o sandbox no meio do trabalho, 2.047 (95,7%) foram concluídas com sucesso. Em três atualizações contínuas da API, com 583 execuções em andamento, 580 (99,5%) chegaram ao fim e 544 (93,3%) tiveram sucesso — as falhas restantes foram erros do agente ou do sandbox, e não perda do processo de trabalho.
Padrões abertos e foco em GPU
O PrimusClaw fala os protocolos que o ecossistema de agentes já usa: A2A 1.0, MCP nos dois sentidos — ele se conecta a servidores MCP e também expõe suas próprias operações como ferramentas MCP — e um gateway compatível com as APIs da Anthropic e da OpenAI. A autenticação e a alocação de GPUs em vários nós ficam com o Primus-SaFE, a plataforma aberta da AMD para clusters Instinct. Os sandboxes podem requisitar GPUs Instinct e partir de imagens baseadas em ROCm, e o runtime já hospeda agentes de otimização de GPU como o Hyperloom e o GEAK.
Segurança: credenciais fora do sandbox
O projeto parte do princípio de que o código gerado por um modelo pode ser hostil. Por isso, as credenciais da plataforma ficam com o harness e não são passadas ao sandbox — a única credencial dentro do sandbox é a chave do próprio usuário que chamou o agente. Com as configurações de endurecimento do guia de segurança, o sandbox também filtra o tráfego de saída e exige um token de curta duração vinculado à sessão em cada chamada.
O repositório tem licença MIT, com uma exceção: o plano de controle do sandbox é um fork sob licença Apache-2.0 do projeto agent-sandbox do Kubernetes SIG Apps. O lançamento reforça a estratégia da AMD de competir com a Nvidia não só em hardware, mas em software aberto para data centers de IA.
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Fontes: ROCm Blogs — PrimusClaw: An Open-Source Managed Agent Runtime for AMD Instinct GPU Clusters; GitHub — AMD-AGI/PrimusClaw.
Crédito da imagem: AMD / ROCm Blogs.
Transparência: esta matéria foi produzida com auxílio de inteligência artificial, com cruzamento de publicações públicas no X e de fontes da internet. Recomendamos consultar as fontes originais para mais detalhes.
Muse